04 Jan 2026

A Assombrosa Beleza da Decadência

Nas frestas da casa respira a decadência

um perfume antigo que afaga a existência

cada pó brilhante guarda a mesma essência

e o silêncio acolhe essa lenta presença

No chão, folhas douradas compõem sua canção

que embala memórias em suave combustão

a luz perfura a poeira e revela a nação

de belezas tão rotas que moram na solidão

E há um alento estranho nessa decomposição

um sopro que transforma ruína em oração

aprendo que a morte pinta nova canção

e que o fim é só sombra, mas também invenção

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