A Assombrosa Beleza da Decadência
Nas frestas da casa respira a decadência
um perfume antigo que afaga a existência
cada pó brilhante guarda a mesma essência
e o silêncio acolhe essa lenta presença
No chão, folhas douradas compõem sua canção
que embala memórias em suave combustão
a luz perfura a poeira e revela a nação
de belezas tão rotas que moram na solidão
E há um alento estranho nessa decomposição
um sopro que transforma ruína em oração
aprendo que a morte pinta nova canção
e que o fim é só sombra, mas também invenção